Trabalhadores acumulam ações de empregadores em planos 401(k), onde o Imposto de Renda oferece o benefício conhecido como Net Unrealized Appreciation (NUA). Este mecanismo permite pagar imposto de renda sobre o custo original das ações e alíquotas de ganho de capital sobre o crescimento. Contudo, a transferência padrão desse plano para uma IRA destrói permanentemente esse benefício fiscal.
O NUA aplica-se somente a ações de empregador mantidas em um plano qualificado da empresa. Ao deixar o serviço, por aposentadoria, mudança de emprego ou outra causa, o participante pode receber as ações em espécie para uma conta de corretagem tributável. O imposto de renda ordinário incide sobre o custo de aquisição, valor pago originalmente pelo plano. O crescimento não realizado, ou NUA, é tributado como ganho de capital de longo prazo quando as ações são vendidas.
A diferença fiscal é significativa. Um trabalhador com 300 mil dólares em ações, tendo um custo de 60 mil dólares, pagaria impostos diferentes. Sob as regras NUA, os 60 mil dólares são tributados como renda ordinária na distribuição, enquanto os 240 mil dólares de valorização são tributados como ganho de capital de longo prazo, podendo chegar a 15% para algumas faixas de renda.
Se o mesmo montante for transferido para uma IRA tradicional, todo o valor, custo e valorização, se torna renda ordinária no saque futuro. Em uma alíquota federal de 24%, os 300 mil dólares gerariam 72 mil dólares em imposto federal ao longo do tempo. A vantagem do tratamento de ganho de capital desaparece assim que as ações entram na IRA.
Para que o NUA seja aplicado, é necessário um saque total em um único ano fiscal, com as ações da empresa transferidas em espécie para a conta de corretagem tributável, e os demais ativos transferidos separadamente para a IRA. Errar esse procedimento anula o tratamento fiscal.

