O prazo para um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã expirou sem acordo. Nesta segunda-feira, drones iranianos bombardearam o gabinete do primeiro-ministro do Curdistão iraquiano, Masrour Barzani, segundo autoridades locais. O ataque ocorre em um momento de estagnação diplomática entre Teerã e Washington.
O memorando de entendimento, apresentado por Donald Trump há dois meses, visava restringir o programa nuclear iraniano e garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz. Nenhum dos objetivos foi cumprido no prazo estabelecido, e o acordo é considerado morto por ambas as partes.
O governo iraniano parece fortalecido após o colapso do acordo e as mortes de figuras da cúpula. O aiatolá Mojtaba Khamenei nomeou veteranos militares linha-dura para cargos de segurança. Entre eles, Mohsen Rezaei, que comandou o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, e Hossein Taeb, ex-chefe de inteligência, escolhido para comandar a Basij.
Analistas apontam que a estratégia iraniana busca fazer a guerra ser sentida em toda a região, utilizando aliados. Os Houthis, por exemplo, pressionam o Estreito de Bab el-Mandeb. Os Estados Unidos, por sua vez, revogaram isenções de sanções ao petróleo iraniano, restabelecendo o bloqueio naval aos portos do país.

