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Política

Ronaldo Caiado estreia como presidenciável do PSD

Carla Fernandes
Última atualização: 26 de agosto de 2026 06:50
Carla Fernandes
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Tempo: 5 min.
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O médico e líder ruralista Ronaldo Caiado, de 76 anos, oficializou sua candidatura à Presidência da República pelo Partido Social Democrático (PSD). Em sua segunda disputa ao Planalto, o presidenciável aposta em um plano de governo de quatro frentes e promete endurecer o combate ao crime organizado, além de pacificar o país.

Ronaldo Caiado anunciou a criação de uma Lei do Terrorismo Doméstico para classificar organizações criminosas que dominam grandes extensões do território brasileiro. Ele também defende maior atuação das Forças Armadas e quer implementar uma ‘polícia’ da América do Sul com integração entre os países fronteiriços ao Brasil.

Crítico da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Caiado propôs um plano fiscal intitulado ‘Governo Eficiente’ para ‘equilibrar as contas, cortar desperdícios e respeitar o dinheiro público’. O candidato se comprometeu a ‘dar segurança’ aos setores agropecuário, comercial, industrial, além dos pequenos empreendedores. Ele afirmou que tratará a saúde e educação com prioridade.

Quando teve a sua pré-candidatura ao Planalto oficializada, o presidenciável prometeu anistiar o ex-presidente Jair Bolsonaro e os condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. ‘Eu vim com esse objetivo de pacificar o Brasil. Ao anistiar todos, inclusive o ex-presidente, estarei dando uma amostra de que, a partir dali, irei cuidar das pessoas’, declarou Caiado na ocasião.

O candidato afirmou que o país ‘não suporta mais viver’ a polarização política. ‘Posso afirmar a todos vocês que não é um traço da política nacional. É sustentada por um projeto por aqueles que realmente se beneficiam dela. Pode ser desativada, sim, por alguém que não faz parte dela’, disse.

Ronaldo Caiado foi um dos primeiros a se colocar como pré-candidato à Presidência ainda em 2025. No entanto, o presidenciável enfrentou falta de apoio do então partido, o União Brasil. A legenda estava resistente em lançar candidato próprio à corrida nacional e, por fim, optou por permanecer neutra. Com o objetivo de participar do pleito presidencial, Caiado deixou o União Brasil e oficializou a filiação ao PSD em 14 de março. Apesar da troca de partido, teve de disputar a candidatura com os governadores do Paraná, Ratinho Jr., e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Após o encerramento das articulações internas, a pré-candidatura de Caiado foi anunciada em 30 de março. O goiano foi indicado pela legenda após a desistência de Ratinho Jr. e a perda de força do nome de Eduardo Leite.

Formado em medicina e especialista em ortopedia e traumatologia, Caiado iniciou a vida política na década de 1980 ao ingressar na União Democrática Ruralista (UDR). Em poucos anos, o presidenciável se consolidou como uma das principais lideranças da instituição. Ele ganhou projeção nacional ao encabezar manifestação em prol da ‘defesa da propriedade’ em 1987. Dois anos depois, Caiado se afastou da UDR para disputar a eleição presidencial de 1989, a primeira depois da redemocratização. Ele lançou-se candidato pelo antigo Partido Democrático Social (PSD). A legenda fundada em 1987 fundiu-se com o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) em 2003. No pleito, Caiado disputou a Presidência da República, mas registrou resultado pouco expressivo. Ele recebeu 488.893 votos e terminou em 10º. Para o segundo turno, declarou apoio ao ex-presidente Fernando Collor na disputa contra Lula.

Ronaldo Caiado é filho de Edenval Ramos Caiado e Maria Xavier Caiado, e faz parte de uma família tradicional goiana com forte presença no agronegócio e influência política. Ele é neto de Antônio Ramos Caiado, o Totó Caiado, que foi deputado federal, senador e interventor federal goiano até a Revolução de 1930, que encerrou a Primeira República. Goiás também foi governado pelo seu trisavô Antônio José Caiado e pelo seu tio Brasil Ramos Caiado. Primos do presidenciável também comandaram o Executivo goiano, a prefeitura de Goiânia, e ocuparam cargos legislativos.

TAGGED:anistiaCrime OrganizadoEleições 2026Governo EficientepacificacaopresidenciaPSDronaldo-caiado
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