A Justiça do Distrito Federal concedeu medida protetiva à ex-companheira de um advogado que defendeu o general Augusto Heleno no Supremo Tribunal Federal (STF). A mulher acusa o profissional de agressões ocorridas em três datas distintas desde dezembro do ano passado.
O advogado ganhou notoriedade pela atuação no julgamento da trama golpista, período em que pediu ao ministro Alexandre de Moraes para adiar depoimentos, alegando necessidade de tempo para jantar. Meses após, o profissional anunciou candidatura a deputado federal pelo Distrito Federal.
A denunciante relatou ter sofrido violência na décima semana de gestação, em 13 de junho e em 2 de agosto. No último episódio, ela teria sido empurrada e forçada a deixar a residência, com uma amiga presenciando o fato. A Justiça determinou que o advogado mantenha distância de pelo menos 300 metros da ex-mulher e se abstenha de contato, sob pena de prisão preventiva.
Em nota, o profissional negou qualquer prática de agressão, afirmando que os fatos seriam esclarecidos nos autos. Ele declarou que trataria a questão familiar com discrição, por respeito à mãe de seu filho e à criança.


