As três principais companhias aéreas do Brasil gastaram R$ 5,2 bilhões a mais em querosene de aviação (QAV) em 2026. O aumento decorre da disparada das cotações do petróleo no mercado internacional, segundo a Abear. O reajuste recente da Petrobras elevou o custo do combustível, que hoje representa 39% dos gastos operacionais das empresas.
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abeer), que representa Latam, Azul e Gol, divulgou o cálculo. O reajuste de 1,9% no combustível, anunciado pela Petrobras em 1º de agosto de 2026, elevou a alta acumulada do produto para 49% desde fevereiro. A associação informou que, antes da crise, a fatia do QAV nos custos era de 32%, mas agora atinge 39%.
O impacto financeiro foi significativo em maio, mês em que o preço do combustível chegou a dobrar em relação ao período pré-guerra, gerando um custo adicional de R$ 1,6 bilhão para as empresas. Devido aos custos, as companhias chegaram a cancelar até 93 voos por dia entre abril e maio, reduzindo a oferta de assentos.
Executivos da Latam comentaram que as medidas governamentais, como a isenção de impostos federais, não foram suficientes para conter o impacto. Um executivo da companhia disse que o preço internacional foi repassado integralmente, diferentemente do que ocorreu com diesel e gasolina. A Petrobras, por sua vez, afirmou que o mercado brasileiro é aberto à livre concorrência.


