A General Services Administration (GSA), responsável pela administração de imóveis federais, se opõe a um projeto de lei que transferiria controle de propriedades para o Judiciário. A agência alega que o ramo judicial possui histórico de má gestão dos prédios, o que motivou a resistência à medida.
O projeto, denominado Judicial Space and Facilities Management Effectiveness Act, foi apresentado em trinta de julho por senadores Dick Durbin, Kevin Cramer e John Boozman. Defensores da proposta argumentam que a GSA tem negligenciado a manutenção das instalações judiciais. A GSA, por sua vez, citou um programa piloto de gestão de edifícios iniciado em mil novecentos e oitenta e oito, onde tribunais participantes enfrentaram altos custos de reparo após assumir responsabilidades.
Um exemplo citado pela GSA é o Hugo Black Federal Courthouse, em Birmingham, Alabama. O prédio acumulou 57,7 milhões de dólares em custos de manutenção em atraso, apresentando riscos de segurança, como falhas em sistemas de proteção contra incêndio. A agência afirmou que as necessidades de reparo refletem práticas de manutenção deficientes.
O Judiciário contestou as alegações, dizendo que gerencia reparos no referido prédio sem envolvimento da GSA até hoje. Um porta-voz do escritório administrativo declarou que o ramo judicial tem longa experiência em gerir operações complexas, como finanças e tecnologia da informação. Além disso, o Judiciário apontou um passivo de mais de 8,3 bilhões de dólares em manutenção não realizada.
Edward Forst, administrador da GSA, atribuiu o atraso à falta de autorização e dotação orçamentária do Congresso. Ele disse que mudanças nas regras de financiamento são necessárias para renovar as instalações federais, e que estudos da GAO indicam que fragmentar o modelo atual tornaria os projetos mais caros e menos seguros.


