A Associação Internacional de Radiodifusão (AIR) defendeu a proteção ao exercício do jornalismo na quarta-feira, dia 12, em caso que investiga suposta perseguição ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorreu após a Polícia Federal (PF) cumprir mandados de busca e apreensão contra um ex-secretário do governo do Maranhão.
A AIR solicitou que as garantias do trabalho jornalístico sejam mantidas durante a apuração, seguindo um alerta feito pela entidade em março. A organização citou o sigilo profissional e a proteção das fontes como essenciais para a profissão. A entidade reúne mais de dezessete mil emissoras de rádio e televisão nas Américas.
A investigação começou após reportagens feitas por um jornalista sobre o suposto uso de veículos do Tribunal de Justiça do Maranhão por Dino e familiares. Segundo a PF, o ex-secretário forneceu informações e imagens obtidas em sistemas de acesso restrito, material que teria sido usado nas publicações.
A defesa do ministro Dino negou o uso irregular de veículo oficial. Segundo o gabinete, um carro blindado foi disponibilizado por solicitação da segurança do STF em acordo de cooperação com tribunais. A apuração busca esclarecer se houve perseguição ou outras condutas criminosas contra o ministro.
A defesa do ex-secretário manifestou preocupação com a exposição de sua identidade como fonte do profissional da imprensa. O caso segue sob sigilo judicial.

