O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), protocolou na noite desta segunda-feira (31) a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU). O projeto de decreto legislativo deve ser votado em plenário nesta terça-feira, sem passar por comissões.
A cadeira na Corte de Contas ficou disponível após a aposentadoria antecipada do ministro Bruno Dantas, que decidiu trabalhar na iniciativa privada. O TCU é composto por nove ministros, sendo três indicados pelo Senado, três pela Câmara e três pela Presidência da República.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), informou que o Palácio do Planalto deve orientar a favor da escolha, embora tenha classificado a indicação como um assunto interno da Casa. O senador Renan Calheiros (MDB-AL) também declarou que apoiará a ida de Pacheco ao tribunal.
A movimentação ocorre em um período de aproximação entre Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo federal espera a aprovação de pautas prioritárias nesta semana, como a proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6×1 e a PEC da Segurança.
Parlamentares envolvidos na articulação afirmaram que a escolha de Pacheco pode ajudar a pacificar o ambiente político do Senado. A medida surge após a crise gerada pela rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal em abril, indicação feita por Lula que foi vetada pelos senadores.
A ida ao TCU acontece depois que Pacheco recusou convites do presidente Lula para disputar o governo de Minas Gerais. Com a decisão de encerrar sua passagem pelo Congresso e a escolha do deputado Patrus Ananias (PT-MG) como candidato do governo ao estado, aliados veem a cadeira no tribunal como uma saída natural.

