Governadores e vices de ao menos 11 estados brasileiros não repetirão as chapas formadas em 2022 para as eleições deste ano. As mudanças ocorrem por conveniências políticas ou rompimentos, afetando a configuração de grupos que buscavam a reeleição ou a sucessão estadual.
Dos nove chefes do Executivo estadual que disputam a reeleição, ao menos quatro decidiram trocar seus companheiros de chapa. Em Santa Catarina, o governador Jorginho Melo (PL) terá Adriano Silva (Novo) como vice, substituindo Marilisa Boehm. No Ceará, o governador Elmano de Freitas (PT) anunciou a vice-prefeita de Fortaleza, Gabriella Aguiar (PSD), para ampliar sua base aliada.
Outros estados registraram rompimentos formais. No Rio Grande do Norte, a governadora Fátima Bezerra (PT) rompeu com o vice, Walter Alves (MDB). No Maranhão, o governador Carlos Brandão (MDB) também se distanciou do vice-governador Felipe Camarão (PT). Em Alagoas, o vice-governador Ronaldo Lessa (PDT) articula apoio a um adversário do grupo do governador Paulo Dantas (MDB).
No Distrito Federal, o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) desistiu de concorrer ao Senado na chapa da governadora Celina Leão (PP) após desgastes políticos. Em Rondônia, o governador Marcos Rocha (PSD) e o vice Sergio Gonçalves (União Brasil) não disputam o pleito, mas seus respectivos partidos apoiam candidatos distintos na corrida eleitoral.

