Fernando Alonso pediu que os algoritmos que controlam o uso de energia nos carros de Fórmula 1 de 2026 sejam ajustados. O piloto expressou frustração com as novas regras de unidade de potência, que dividem a entrega de força entre motor a combustão e elétrica.
A regulamentação de 2026 estabelece que a entrega de potência é dividida quase igualmente entre energia elétrica e combustão. Um sistema computacional de ‘autoaprendizado’ define como a bateria será utilizada durante a volta, adaptando-se aos comandos do piloto. Essa dependência do software tem gerado críticas entre os pilotos nesta temporada.
Após o Grande Prêmio da Bélgica, Oscar Piastri, da McLaren, classificou o modo de correr como “uma maneira péssima de fazer corrida”. Ele afirmou que não seria o único a reclamar sobre como os computadores influenciam a formação da grade de largada.
Em conversa anterior ao Grande Prêmio da Hungria, Alonso foi questionado sobre a influência dos algoritmos nas regras que exigem que os pilotos corram sem auxílio. O piloto, que participa da sua 23ª temporada, disse que a Fórmula 1 sempre teve elementos que não eram puramente decisão do piloto.
Alonso concordou que os regulamentos atuais sobre os algoritmos de computador precisam ser “ajustados e melhorados”. Ele manifestou otimismo com o futuro do esporte, mencionando que há discussões sobre o retorno aos motores V8 na década de 2030.


