O Banco Genial foi alvo de processos que envolvem operações financeiras, desde decisões do Banco Central (BC) até apurações da Polícia Federal. O episódio mais recente é a aplicação de três multas pelo BC, somando R$ 21,6 milhões, e a inabilitação de seu CEO por quatro anos.
As penalidades administrativas do BC cobrem operações realizadas entre novembro de 2020 e outubro de 2021. O processo analisou dois mil trinta e oito operações de câmbio para nove clientes, que movimentaram cerca de US$ 1,21 bilhão. A maior multa, de R$ 8,9 milhões, decorreu da falha do banco em comprovar a capacidade financeira dos clientes em relação aos valores transacionados.
Outras penalidades incluem uma multa de R$ 8,4 milhões, ligada a comunicações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) consideradas atrasadas pelo BC. Uma terceira multa, de R$ 4,2 milhões, refere-se a falhas em políticas internas de prevenção à lavagem de dinheiro. Além do executivo, outros três diretores receberam multas que somam R$ 1,4 milhão.
A instituição também esteve citada na Operação Carbono Oculto, que investiga o setor de combustíveis. Em 2026, a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (SEFAZ-SP) bloqueou R$ 176 milhões ligados ao grupo Genial. O banco alega que não é investigado na operação e foi reconhecido como terceiro de boa-fé.
O Banco Genial declarou que discorda das conclusões do julgamento e recorrerá da decisão. A instituição afirmou que a inabilitação de seu presidente, André Schwartz, será objeto de recurso com pedido de efeito suspensivo. O banco mantém suas operações normais.


