Um estudo inédito do Google Brasil revelou que 95% dos brasileiros de alta renda reconhecem viver uma condição de privilégio, mas apenas 14% se considera efetivamente rico. A pesquisa ouviu 792 pessoas com renda mensal a partir de R$ 15 mil em todas as regiões do país.
Os entrevistados associam o privilégio ao acesso a bens e serviços inacessíveis à maioria, como educação privada e planos de saúde de qualidade. Já a riqueza, para esse grupo, está ligada à acumulação de patrimônio que gera autonomia financeira. Ser rico significa poder escolher o trabalho ou parar de trabalhar sem afetar o padrão de vida familiar.
A meta de tranquilidade futura apontada na pesquisa é de R$ 17 milhões, em média, para justificar a independência financeira. Os dados mostram que 72% dos participantes guardam dinheiro para atingir essa reserva ideal, e 91% desejam mais tempo livre e autonomia na rotina.
A família figura como fator central nos planos e medos. O estudo aponta que 84% dos entrevistados têm filhos e 70% vinculam seus sonhos ao bem-estar familiar. O principal receio não é a perda de investimentos, mas a incapacidade de oferecer às próximas gerações as condições de vida desejadas, especialmente em saúde e educação.
Apesar do alto poder aquisitivo, o universo financeiro apresenta desafios. 43% dos entrevistados relatam dificuldade em entender investimentos, e 52% nunca receberam educação financeira formal. Isso explica por que 58% preferem delegar decisões financeiras a especialistas.


