A OpenAI enfrenta questionamentos sobre sua sustentabilidade financeira após fechar uma oferta de recompra de ações em agosto. A empresa registrou a saída de executivos seniores em poucos dias, o que alimentou análises sobre a viabilidade de seu modelo de negócio.
Em agosto de dois mil vinte e seis, a OpenAI concluiu uma oferta de recompra de ações de funcionários, avaliando a companhia em 852 bilhões de dólares. Logo depois, dois executivos de alto escalão deixaram a organização. O diretor de operações, Brad Lightcap, anunciou sua saída em 11 de agosto, seguido por Denise Dresser, diretora de receita, dois dias depois.
Alguns analistas apontam que o crescimento da receita está desacelerando, o que contrasta com o ritmo acelerado da concorrência, como a Anthropic. Enquanto a OpenAI reportou um ritmo anualizado superior a 40 bilhões de dólares em meados de agosto, a Anthropic atingiu mais de 65 bilhões de dólares, segundo relatos de diversos veículos de comunicação.
O diretor Ed Zitron argumenta que a sobrevivência da OpenAI exige aportes anuais de 100 bilhões a 200 bilhões de dólares indefinidamente. Essa necessidade se soma a obrigações de computação que, segundo um relatório do Wall Street Journal, foram elevadas a 750 bilhões de dólares até 2030. A empresa tem sinalizado a intenção de adiar seu IPO para 2027, visando uma avaliação superior a um trilhão de dólares.
Por outro lado, Greg Brockman, presidente da OpenAI, contestou a atenção dada às saídas de pessoal, afirmando que isso é normal em empresas menores. Relatos internos indicam que a receita empresarial superou a de consumidores pela primeira vez, dois trimestres antes do previsto, e o ritmo mensal subiu 20% em julho.


