O julgamento do homem acusado pelo assassinato do rapper Tupac Shakur começou em Las Vegas. Promotores alegaram que o ex-líder de gangue Duane Davis, de 63 anos, planejou o ataque como vingança por uma briga envolvendo seu sobrinho.
A acusação sustenta que Davis não disparou, mas atuou como comandante no local e forneceu a arma. Segundo o promotor-chefe adjunto Binu Palal, ele “ordenou a morte” do artista. O crime teria sido motivado por uma confusão ocorrida horas antes, em setembro de mil novecentos e noventa e seis, após uma luta de Mike Tyson.
Os promotores contam que Tupac e seu grupo se envolveram com Orlando Anderson, sobrinho de Davis. Davis teria conseguido uma arma e circulado por Las Vegas até encontrar o veículo de Tupac e Marion Knight. A promotoria afirma que Davis estava no banco do passageiro de um Cadillac branco e entregou a arma a Anderson.
Parte da acusação baseia-se em declarações de Davis, feitas em entrevistas e em um livro de memórias de dois mil e dezenove. Ele relatou ter entregado a arma ao sobrinho. A defesa contesta esses fatos, alegando que trechos do livro foram ficcionalizados para aumentar as vendas.
Testemunhas foram ouvidas no processo. Garry Dale, policial de Las Vegas na época, disse ter acompanhado Tupac na ambulância e que o rapper se recusou a colaborar. Outra testemunha, Ingrid Stokes, relatou ter ouvido os tiros enquanto seguia o carro de Tupac e Knight.


