Jim Cramer afirmou que a economia americana apresenta resiliência subjacente, apesar dos recentes declínios no mercado de ações e em setores específicos. O analista, que comentou sobre o cenário econômico, apontou que o consumo e o setor de serviços demonstram força, contraponto aos dados negativos apresentados por alguns indicadores.
Os principais índices de bolsa registraram quedas no dia 18 de agosto. O S&P 500 fechou em 7.691,76, com baixa de 0,69%. O Nasdaq caiu 1,33% para 26.289,71, e o Dow Jones registrou queda de 116 pontos, atingindo 53.343,40. Essa queda marca o terceiro dia consecutivo de baixa para o índice, após atingir um recorde no dia anterior.
Dados econômicos recentes mostraram sinais de desaceleração. Os números de julho indicaram uma queda de 23 mil nos empregos e uma redução de 0,6% nas vendas no varejo, sendo o primeiro declínio em nove meses. Além disso, relatórios apontaram que os novos projetos habitacionais caíram 12,4% em julho. Contudo, Cramer argumentou que o mercado foca em problemas superficiais.
O analista citou o desempenho da Airbnb, que subiu 48% nos últimos seis meses, e o resultado da Home Depot, que apresentou seu melhor trimestre em cinco anos, impulsionado por prestadores de serviço. Cramer defendeu que, por ser uma economia de serviços, o bom desempenho neste setor indica que dois terços da economia podem estar em melhor situação.
Sobre os custos, Cramer reconheceu que o aumento do preço do petróleo prejudica os consumidores. No entanto, ele não prevê uma escalada infinita, projetando que o Brent não ultrapasse muito os cem dólares. Ele sugeriu que, se a economia se mantiver resiliente, investidores devem buscar empresas com fundamentos sólidos, mesmo que seus preços tenham caído devido ao pessimismo do mercado.

