O candidato a deputado estadual pelo PT, André Ceciliano, defende a criação de parcerias entre o Governo do Estado e o Governo Federal para recuperar territórios dominados por milícias e tráfico de drogas. Em entrevista, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) também comentou sobre a tentativa do Ministério Público Eleitoral de impugnar seu registro de candidatura.
O Ministério Público Eleitoral solicitou ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) o indeferimento definitivo do registro de Ceciliano. O pedido baseia-se em uma condenação por improbidade administrativa ocorrida durante sua gestão na Prefeitura de Paracambi. A decisão da 5ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região determinou a suspensão de seus direitos políticos por seis anos, além de multa e ressarcimento de valores.
Ceciliano afirmou estar confiante na liberação de seu registro e argumentou que os fatos remontam a 2004. A defesa sustenta que a condenação não gera inelegibilidade automática, pois a Lei da Ficha Limpa exigiria a presença simultânea de ato doloso, prejuízo ao patrimônio público e enriquecimento ilícito, o que não teria sido reconhecido no caso. O candidato informou ter sido absolvido na esfera criminal e que o processo foi arquivado no Tribunal de Contas da União.
Sobre a segurança pública, o candidato relacionou o controle territorial do crime organizado à dificuldade de atrair investimentos para o estado. Ele defende que a retomada das áreas seja acompanhada por aportes em saúde, educação e assistência social. Ceciliano citou sua experiência em Paracambi, onde afirmou que a universalização do acesso à educação infantil em 2001 contribuiu para que a cidade registrasse apenas um homicídio em 2008.
No campo econômico, o ex-presidente da Alerj propõe a retomada do modelo original do Fundo Soberano do Rio de Janeiro, alegando que a estrutura inicial teria acumulado R$ 6,3 bilhões atualmente. Ele sugere a implantação da Rota 4B, um gasoduto com investimento estimado em R$ 4,9 bilhões para transportar gás natural do Campo de Bacalhau até o Distrito Industrial de Santa Cruz, visando atrair indústrias de fertilizantes e vidros para a Baixada Fluminense.
Ceciliano também relembrou sua gestão na Alerj entre 2019 e 2022. Segundo ele, a implementação de pregões eletrônicos e a gravação de licitações permitiram economizar mais de R$ 500 milhões por ano em um orçamento que orbitava R$ 1,3 bilhão. Parte desses recursos teria sido devolvida ao estado para pagamento de 13º salário de servidores e contratação de policiais.

