Andy Burnham assumiu o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido nesta segunda-feira (20), após reunião com o rei Charles III. O ex-prefeito da Grande Manchester substitui Keir Starmer, que renunciou em meio a pressões sobre o padrão de vida nacional. Burnham centralizou seu discurso na promessa de descentralizar poderes de Westminster para as autoridades locais.
O novo chefe de governo, apelidado de “rei do Norte”, declarou que o objetivo é promover o “maior reequilíbrio de poder” entre as regiões britânicas. Essa medida visa responder ao crescimento de partidos como o Reform UK e o Partido Verde em comunidades negligenciadas. Em pronunciamento em Downing Street, Burnham afirmou que o cuidado com as pessoas será o foco de suas ações e que pretende elaborar um plano de dez anos para o país.
A transição ocorre sob forte pressão econômica. Desde 2024, o salário médio semanal dos britânicos, descontada a inflação, cresce abaixo de 1%. Burnham colocou o custo de vida como prioridade e defendeu maior controle público sobre bens essenciais para conter a inflação. Analistas apontam que o novo premiê enfrentará dificuldades estruturais se não mudar a política econômica anterior.
Além da agenda interna, Burnham assume sob cobranças de organizações não governamentais sobre cortes na ajuda humanitária internacional. Sob a gestão anterior, o Ministério das Relações Exteriores reduziu em 43% as verbas de cooperação internacional em três anos, totalizando mais de £ 1 bilhão. A oposição de direita criticou a posse, classificando o discurso como “totalmente vazio”.

