A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou a suspensão das transmissões ao vivo no Discord. A decisão ocorreu após a morte de uma jovem de 13 anos, que teria sido induzida a automutilação e suicídio por outros adolescentes na plataforma.
A plataforma, criada nos Estados Unidos em 2015, já enfrenta denúncias por promover conteúdo de exploração sexual, pedofilia, racismo e incitação a assassinatos. Um caso ocorrido em 22 de julho, em Mato Grosso do Sul, motivou a primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, a pedir a derrubada imediata do aplicativo.
A ANPD abriu um processo de fiscalização para apurar falhas do aplicativo no combate a conteúdos de automutilação e suicídio. O Discord é uma ferramenta gratuita de comunicação, usada por jovens, estudantes e jogadores de videogame para conversar por texto, voz e vídeo.
O serviço funciona por meio de servidores, que são salas de chat temáticas, subdivididas em canais. Usuários podem aderir a servidores públicos ou participar de comunidades privadas, que geralmente possuem menor moderação. Um diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky afirmou que a popularidade do Discord se deve à facilidade de uso e à criação de comunidades.
Globalmente, a plataforma conta com mais de 200 milhões de usuários ativos mensais. No Brasil, o país é o segundo maior mercado do Discord, representando cerca de 6,48% dos usuários globais, segundo dados de 2025-2026.

