A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu nesta sexta-feira os efeitos de uma medida cautelar que impedia reajustes e cancelamentos de contratos anunciados pela Hapvida. A suspensão veio após um encontro entre a agência e diretores da operadora no Rio de Janeiro.
O objetivo do encontro foi esclarecer um comunicado da operadora feito ao mercado no dia 12 de agosto. A ANS havia adotado a medida preventiva para aguardar informações sobre a possibilidade de rescisão de contratos e aplicação de reajustes de dois dígitos a cerca de 947 mil beneficiários.
O diretor-presidente da ANS, Wadih Damous, informou que a agência agiu cautelarmente para evitar prejuízo a um grande número de consumidores. Durante a reunião, o vice-presidente de Relações Institucionais da Hapvida, Gustavo Ribeiro, e o presidente-executivo, Lucas Adib, apresentaram dados.
Segundo a ANS, as medidas anunciadas pela Hapvida se referem exclusivamente a contratos coletivos firmados com grandes grupos empresariais, não abrangendo contratos individuais, coletivos por adesão ou de pequenas e médias empresas. Com esses esclarecimentos, a ANS suspendeu a cautelar.
A operadora havia relatado que, no balanço do segundo trimestre, cerca de 947 mil vidas se enquadravam em critérios que poderiam levar à descontinuidade contratual. A companhia afirmou que, nos próximos meses, parte desses beneficiários pode ser descontinuada devido aos reajustes necessários para retomar o equilíbrio econômico.

