A Anthropic, criadora do chatbot Claude, avalia permitir que clientes corporativos tenham mais controle sobre seus dados ao usar os modelos avançados de inteligência artificial. A mudança afeta a política inicial de retenção, visando mitigar riscos cibernéticos.
A empresa, que já havia anunciado em junho a guarda de dados por trinta dias para modelos Mythos e Fable, admite que a política não agradou os clientes. Na ocasião, a Anthropic assegurou que esses dados não seriam usados para treinar seus modelos de IA.
Um sistema de teste com cerca de cem clientes já ocorre há meses. Segundo a fonte, que pediu anonimato, o novo arranjo permitiria que os clientes hospedassem os dados em sua própria infraestrutura de nuvem, em vez da Anthropic.
A rival histórica, OpenAI, informou na última quarta-feira, dia de dezoito, que está testando um sistema de segurança que não armazena dados de clientes corporativos. A Anthropic também deve registrar seu pedido de Oferta Pública Inicial de Ações neste mês.
Em maio, a criadora do Claude alcançou valor de mercado estimado em novecentos e sessenta e cinco bilhões de dólares, superando a OpenAI, que estava avaliada em oitocentos e cinquenta e dois bilhões de dólares. A empresa também deve apresentar um novo sistema de segurança ainda este ano.

