A Apex Partners, acionista da CVC, enfrenta uma crise financeira após a descoberta de inconsistências. O grupo, que possui mais de 15% da companhia de turismo, acumula dívida de R$ 986 milhões e iniciou auditoria para mapear o problema.
A participação da Apex na CVC aumentou ao longo de 2025 e 2026. Para financiar essa aquisição, a empresa usou recursos de sua gestão e de fundos ligados a Carbyne e Rhyno, que somavam parte de R$ 17,5 bilhões sob administração.
Um dos produtos envolvidos, o BRM Carbyne Crédito Estruturado, teve sua classe de resgate fechada pelo BTG Pactual, pois os pedidos superaram a liquidez. A queda dos papéis da CVC, superior a 30% desde o início de 2026, dificultou o uso da garantia oferecida.
Em seis de agosto, os sócios afastaram Fernando Antonio Kulnig Cinelli da presidência da Apex Partners e do conselho de administração. A empresa comunicou encontrar “inconsistências financeiras” e busca cobrar o executivo por suposta gestão temerária.
Marcelo Murad, sócio da Apex Partners, assumiu a presidência interinamente. A companhia informou que mantém as operações e encerrou a parceria com o BTG na área de investimentos financeiros, enquanto a auditoria externa segue em andamento para determinar o impacto total das falhas.


