O apoio do Congresso Nacional aos projetos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sofreu queda significativa entre o primeiro semestre de 2025 e o de 2026. Os dados, divulgados pela empresa Ética Inteligência Política, mostram que o suporte caiu para 38,5% no Senado e 38,1% na Câmara dos Deputados.
A redução do apoio foi mais acentuada na Casa Alta. No Senado, as maiores quedas foram registradas em partidos como PSD, União Brasil e Podemos, cujos índices de alinhamento caíram de 80% para 40% de votos favoráveis ao governo. No Senado, o presidente manteve a taxa de sustentação em 100% no PT, 80% no PSB e 60% no Novo.
Na Câmara dos Deputados, os índices foram mais estáveis, com siglas como o PSD registrando crescimento de 40% para 60% de votos favoráveis. Contudo, a consultoria apontou que o Palácio do Planalto enfrenta dificuldades para formar maiorias estáveis, dependendo mais de acordos pontuais por pauta.
A especialista Carolina Venuto declarou que o aumento da autonomia das siglas se deve ao crescimento do protagonismo do Congresso sobre o Orçamento, impulsionado pelas emendas parlamentares. Essa mudança reflete o enfraquecimento do modelo de presidencialismo de coalizão, onde o controle orçamentário confere maior poder de negociação aos congressistas.

