O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, declarou que as declarações do presidente da Argentina não devem afetar a relação comercial entre os dois países. Rosa classificou os episódios como questões políticas, sem impacto direto nas relações econômicas bilaterais.
O ministro afirmou que o comportamento do presidente argentino, mesmo que inconveniente, não altera o comércio, que precisa existir. Segundo ele, as relações econômicas se estabelecem entre empresas e não dependem das divergências entre governos. A Argentina figura entre os principais parceiros comerciais do Brasil, junto à União Europeia, Estados Unidos e China.
Em relação ao comércio, o MDIC atribuiu a queda nas exportações brasileiras para a Argentina à situação econômica do país vizinho. O fechamento de empresas argentinas, explicou Rosa, reduziu a demanda por produtos industriais brasileiros, que são um destino importante de bens manufaturados do Brasil.
Sobre a concorrência internacional, o ministro comentou o avanço de produtos chineses. O aumento da produção chinesa direciona excedentes para outros mercados, elevando a concorrência local. O governo brasileiro triplicou processos de investigação antidumping, mas Rosa descartou medidas discriminatórias contra a China, defendendo o aumento da competitividade nacional.
Rosa também abordou as restrições à carne bovina impostas por China e União Europeia, informando que o Ministério da Agricultura e o Itamaraty conduzem as negociações para ampliar cotas e reduzir barreiras. O ministro defendeu a continuidade da redução de juros e investimentos em pesquisa para fortalecer a capacidade industrial brasileira.


