Tamara Klink, autora de best-seller, gerou controvérsia ao recomendar que o público parasse de comprar seu livro, “Bom dia, inverno”. A pedido da escritora, que alegou que havia exemplares suficientes para empréstimo e doação, críticos apontaram que a fala ignorou a sustentabilidade do mercado editorial.
A escritora, cujo livro narra sua experiência no inverno polar do Ártico, foi alvo de críticas após o vídeo compartilhado nas redes sociais. Segundo a autora, havia papel e energia gastos na produção, e ela apelou para a sustentabilidade. Contudo, especialistas do setor argumentaram que a recomendação desconsiderou a importância dos best-sellers para a saúde financeira da cadeia literária.
Uma editora explicou que o sucesso comercial não beneficia apenas o autor, mas todo um ecossistema, garantindo a remuneração de profissionais como revisores e diagramadores. O setor opera em uma balança entre a necessidade comercial e a relevância cultural, sendo os títulos de sucesso o que sustenta as editoras a longo prazo.
Diante da repercussão, a autora recuou, afirmando ter cometido um erro ao não considerar outros pontos de vista e a cadeia produtiva. Outros autores comentaram que a defesa do livro também passa por cobrar do Governo Federal o retorno dos programas de aquisição de obras para escolas e bibliotecas públicas.

