A Azul encerrou o segundo trimestre do ano com prejuízo líquido de R$ 1 bilhão. O resultado contrasta com o lucro de R$ 1,3 bilhão registrado no mesmo período de 2025. A alta no preço dos combustíveis foi citada como principal desafio no balanço divulgado nesta quinta-feira (13).
A administração da companhia aérea atribuiu o resultado ao aumento dos custos com combustível, pressionado pela guerra no Irã, que elevou o preço do petróleo e do querosene de aviação. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas, o gasto extra das empresas brasileiras com combustível desde o início do conflito, em fevereiro, soma R$ 5,2 bilhões.
Apesar da reversão do lucro, a receita da Azul cresceu 0,7%, atingindo R$ 5 bilhões, um patamar recorde. Esse avanço na receita ocorreu devido aos aumentos de tarifas aplicados para compensar o custo dos combustíveis. As receitas de logística também subiram 16,1% em comparação com o ano anterior.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) caiu 55,4% na comparação anual, totalizando R$ 510,1 milhões. O CEO da aérea, John Rodgerson, afirmou que a empresa está otimista com o mercado brasileiro, citando a demanda resiliente. A companhia reduziu sua capacidade doméstica em 6,5% e a internacional em 24,9%, medidas alinhadas ao seu plano de reestruturação.


