O Banco do Brasil obteve um lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026. O resultado superou as projeções de analistas, sendo puxado por receitas de tesouraria e operações com pessoas físicas.
O crescimento do lucro representa uma alta de 3,3% comparado ao mesmo período de 2025 e sobe 13,9% em relação aos três primeiros meses do ano. A margem financeira bruta do banco acumulou R$ 27,5 bilhões entre abril e junho, um aumento de 12,1% no ano.
A carteira de crédito ultrapassou R$ 1,3 trilhão em junho de 2026. A expansão maior ocorreu no segmento de pessoas físicas, que alcançou R$ 357,6 bilhões, crescendo 4,4% em um ano. O crédito ao agronegócio somou R$ 421,6 bilhões, apresentando alta de 0,8% no mesmo período.
Apesar do resultado positivo, a inadimplência geral subiu para 5,61% em junho, um aumento de 1,65 ponto percentual em um ano. O banco provisionou R$ 18,831 bilhões para perdas esperadas, o que representa alta de 8,4% anualmente.
Tarciana Medeiros, CEO do Banco do Brasil, afirmou que o desempenho se deve à melhor relação risco-retorno da carteira de crédito e à diversificação das captações. Ela acrescentou que os custos ficaram sob controle por meio de trabalho constante de eficiência.


