As instituições financeiras brasileiras planejam investir R$ 50,4 bilhões em tecnologia em 2026, com a destinação de R$ 2,97 bilhões especificamente para inteligência artificial, análise de dados e big data. A estratégia visa suprir a demanda por profissionais especializados em segurança digital, computação em nuvem e desenvolvimento de sistemas.
O desenvolvedor de software lidera a lista dos profissionais mais procurados pelas instituições, seguido por engenheiros de IA e de dados. O ranking de demanda de 2025 inclui ainda arquitetos corporativos e engenheiros de DevOps, responsáveis pela integração entre o desenvolvimento de sistemas e as operações tecnológicas.
Segundo a 34ª edição da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, o orçamento total do setor na área cresceu 12% no último ano. A expansão da IA intensificou a necessidade de equipes capazes de implementar e manter soluções automatizadas, tornando a atualização profissional parte da estratégia da maioria dos bancos.
Atualmente, 11% dos funcionários do setor trabalham em tecnologia. A área de desenvolvimento concentra a maior parte desses profissionais, com 55% do total. A infraestrutura detém 18%, enquanto compliance, gestão de riscos e governança somam 8%.
Outras frentes incluem análise de dados e inteligência de negócios, com 7%, e segurança da informação e cibernética, que representam 5% das equipes. A requalificação foca em aprendizado de máquina, ética no uso de dados e arquitetura de software.
A apuração indica que 39% dos bancos já executam estratégias de requalificação profissional. Outras 22% das instituições estão estruturando esses planos, enquanto 9% discutem a implementação inicial e 30% ainda não possuem estratégias definidas.

