A cantora Doroth Helena de Sousa Alves, conhecida como MC Pipokinha, foi condenada pela 1ª Vara Cível de Corumbá (MS) ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos. A sentença refere-se a uma apresentação com conteúdo sexual explícito realizada no dia 16 de fevereiro de 2023, durante o evento Esquenta do Magrão, com a presença de adolescentes de 14 anos.
Além da artista, outros quatro envolvidos foram condenados ao pagamento de R$ 15.525 cada, totalizando R$ 162,1 mil em indenizações. O montante será destinado ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Corumbá (FMDCA).
O show ocorreu em um trio elétrico em espaço aberto. Registros audiovisuais analisados pela Justiça mostraram a cantora parcialmente despida e dançarinos simulando atos sexuais. Devido à visibilidade, as cenas puderam ser vistas por pessoas que circulavam na região e por alunos de uma escola próxima durante o horário de aulas.
O Ministério Público havia notificado os organizadores e comunicado formalmente o Conselho Tutelar sobre o risco de exposição de adolescentes antes do evento. O processo judicial foi iniciado após o envio de vídeos da apresentação ao órgão.
O juiz Maurício Cleber Miglioranzi Santos declarou na sentença que a performance ultrapassou os limites da liberdade artística. Segundo o magistrado, os organizadores tinham o dever de evitar a situação, já que o estilo da artista era amplamente conhecido.
Natural de Tubarão (SC), a cantora é conhecida pelo estilo funk mandelão e letras de teor sexual. Sua trajetória inclui a suspensão de conta no Instagram em 2022 e o cancelamento de sete shows em 2023, após declarações sobre o salário de professores.

