Instituições financeiras preveem nova deterioração da inadimplência no terceiro trimestre de 2026. O sinal vem da Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito, do Banco Central. O relatório indica que, mesmo a demanda por crédito se mantendo firme, os bancos estão menos dispostos a assumir riscos.
A Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito (PTC) mostra que a oferta de crédito já se tornou mais restritiva na maioria dos segmentos no segundo trimestre. Para o próximo período, a expectativa é de continuidade do aperto para as empresas e estabilização relativa para pessoas físicas. A inadimplência figura como fator central que restringe a oferta de crédito.
Para as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), o ambiente deve permanecer restritivo, segundo a pesquisa. Embora a concorrência entre instituições possa aliviar parte do impacto, a preocupação com a capacidade de pagamento dos clientes persiste. Grandes empresas também devem enfrentar crédito mais escasso, pressionado pela economia doméstica.
No crédito ao consumo, o cenário aponta para aumento da restrição de oferta devido ao custo e disponibilidade de financiamento, somados à menor tolerância ao risco. O mercado de trabalho, contudo, sustenta a demanda por crédito. O Novo Desenrola Brasil já renegociou R$ 25,51 bilhões em dívidas em atraso em agosto, conforme levantamento citado pela imprensa.

