Bancos privados exigem a participação direta do Tesouro Nacional ou de instituições públicas para liberar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao BRB. O impasse ocorre após acordo firmado em maio via Fundo Garantidor de Crédito (FGC), e uma reunião de conciliação foi convocada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), para quinta-feira (13).
As principais instituições financeiras privadas estão descartando dar aval à operação sem o envolvimento do Tesouro ou de bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. Os bancos argumentam que o uso das garantias constitucionais gera um risco maior em seus balanços, o que exigiria que os recursos fossem provisionados.
O BRB não apresenta balanço há mais de um ano, após adquirir R$ 12,2 bilhões em créditos considerados podres do Banco Master. A última demonstração contábil divulgada foi referente ao segundo trimestre de 2025. Extraoficialmente, o banco estaria com patrimônio líquido negativo, o que pode levar à sua liquidação pelo Banco Central, e a operação via FGC visa evitar esse desfecho.
O governo do Distrito Federal (GDF) informou que apresentará resultados parciais das contas de 2026 na sexta-feira (7) para auxiliar no desbloqueio. Apesar disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já proibiu o socorro direto do Tesouro Nacional e tem evitado que grandes instituições financeiras públicas entrem diretamente na operação.

