O Bank of America está investindo mais de US$ 250 milhões anualmente em medicamentos GLP-1 para seus funcionários. O CEO Brian Moynihan afirmou que o gasto representa um grande impacto no bem-estar dos colaboradores, como parte de um pacote de saúde de US$ 2 bilhões.
Os medicamentos para emagrecimento, originalmente desenvolvidos para diabetes tipo 2, tornaram-se um benefício corporativo disputado. Segundo uma análise da Gallup, 11% dos adultos nos EUA utilizam GLP-1 para perda de peso, um aumento significativo em relação a dois anos atrás. O executivo-chefe do banco declarou que o investimento visa manter uma força de trabalho mais saudável, citando a redução da incidência de problemas cardíacos no curto prazo.
Apesar da popularidade, a cobertura desses fármacos é restrita. Um estudo do IFEBP indica que 60% dos empregadores oferecem o benefício apenas para diabetes, enquanto cerca de 36% cobrem para perda de peso. Grandes corporações, contudo, enfrentam custos crescentes. A Cigna, por exemplo, suspendeu a cobertura de GLP-1 para emagrecimento em seu plano corporativo em julho.
Apesar dos altos custos, o benefício é um fator de atração de talentos. Pesquisas mostram que cerca de 30% dos trabalhadores trocariam de emprego se tivessem cobertura para os medicamentos. O Bank of America cobre o restante da conta dos GLP-1, mesmo que os funcionários precisem arcar com prêmio ou copagamento.


