A Berkshire Hathaway registrou lucro líquido de US$ 25,67 bilhões no segundo trimestre de 2026, um aumento de 107,5% em relação ao mesmo período de 2025. O balanço, divulgado neste sábado (8), superou a estimativa média de analistas e reflete a atuação de Greg Abel à frente do conglomerado.
Os ganhos com investimentos somaram US$ 12,68 bilhões, majoritariamente provenientes das participações em ações da carteira da companhia. Sem considerar esse componente, o lucro operacional atingiu US$ 12,98 bilhões, representando alta de 16,3% frente ao ano anterior e acima da projeção de mercado de US$ 10,58 bilhões. Este resultado reverte a perda de US$ 1,24 bilhão em investimentos registrada no primeiro trimestre sob a gestão de Abel.
A empresa utilizou US$ 31,9 bilhões de sua reserva de caixa, que estava em US$ 397,4 bilhões ao fim do primeiro trimestre, reduzindo o montante para US$ 365,5 bilhões. Parte desse montante foi destinada à recompra de ações, totalizando US$ 4,18 bilhões na classe B. A companhia também concluiu a aquisição da construtora Taylor Morrison Home, em negócio avaliado em US$ 6,8 bilhões.
As ações da classe B da Berkshire acumularam alta de 9,6% nos últimos três meses, superando o avanço de 4,9% do índice S&P 500. A gestão de Abel segue o protocolo de recompra, que exige consulta ao presidente do conselho, referência que cabe a Warren Buffett.


