A gestora BlackRock diminuiu sua participação na Gerdau para 9,991% do capital da siderúrgica. A venda de papéis ocorreu em 14 de agosto, momento em que a empresa enfrenta problemas ambientais em Salvador e Sorocaba.
A carta enviada pela BlackRock à Gerdau cumpriu o artigo 12 da Resolução CVM nº 44, de 2021, que obriga aviso ao mercado quando a participação relevante muda acima ou abaixo dos patamares de cinco, dez ou quinze por cento. A gestora afirmou que sua posição visa apenas o investimento, sem intenção de mudar o controle ou a administração da companhia.
A redução na participação total foi de 2.335.767 papéis, comparando o comunicado de março, quando a BlackRock detinha 10,062%, com o atual nível de 9,991%. A composição da fatia mudou, com queda em ações preferenciais e aumento em American Depositary Receipts (ADRs) e instrumentos derivativos.
A Gerdau, por sua vez, não se manifestou sobre a extensão das contaminações. Na Bahia, a Prefeitura decretou emergência ambiental em São Tomé de Paripe, e a Polícia Federal solicitou à Justiça a indisponibilidade de bens da empresa. Um levantamento do Ministério Público da Bahia indicou cerca de 16 mil pessoas afetadas.
Em Sorocaba, a unidade fechada em 2014 ainda é classificada pela Cetesb como área em remediação. A Gerdau só formalizou a intenção de pedir o Termo de Reabilitação ao órgão ambiental para dezembro de 2026, um ano após o prazo previsto em acordo judicial de 2023.

