A bolsa brasileira registrou alta na sexta-feira (21), caracterizada por um repique em ações que sofreram perdas. Vinícius Torres Freire, analista de política e economia, avaliou que o movimento ainda não define uma mudança de tendência, dependendo do retorno de investidores globais.
Torres Freire observou que grande parte dos ganhos do pregão ocorreu em papéis penalizados pelo mercado, classificando o movimento como “xepa”. A alta alcançou cerca de 2%, mas o analista ressaltou que a sustentação da recuperação depende do fluxo de capital estrangeiro.
O investidor externo retirou mais de R$ 20 bilhões da bolsa brasileira neste mês, segundo o analista. Embora ele tenha notado sinais de retorno de capital externo na sexta-feira, é preciso aguardar os dados dos próximos dias para confirmar qualquer mudança no fluxo.
Apesar da valorização recente, o cenário econômico nacional impõe limitações à alta contínua. Torres Freire citou juros altos, desaceleração econômica e incerteza política como fatores que dificultam a recuperação sustentada, reforçando a relevância do interesse internacional.
O analista também mencionou rumores de pesquisas eleitorais internas como possível explicação para o desempenho do dia, mas tratou o fator político apenas como uma hipótese, sem atribuir a ele a recuperação do mercado.

