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Leitura: Uso de remédios para dormir não está ligado ao Alzheimer
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Cotidiano

Uso de remédios para dormir não está ligado ao Alzheimer

Carla Fernandes
Última atualização: 22 de agosto de 2026 09:05
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Uma revisão de treze estudos observacionais concluiu que a ciência não estabeleceu uma ligação definitiva entre o uso contínuo de medicamentos para dormir e o desenvolvimento da doença de Alzheimer. Os pesquisadores confirmaram, contudo, que o uso prolongado desses fármacos afeta a cognição e a saúde.

Benzodiazepínicos, como clonazepam, e outras substâncias para indução do sono são amplamente prescritas. Manchetes frequentemente sugerem que esses medicamentos aumentam o risco de Alzheimer, mas a pesquisa realizada não sustenta essa conclusão de causalidade. Os cientistas alertam que, em medicina, uma associação entre duas condições não significa que uma provoque a outra.

A preocupação surgiu porque estudos anteriores observaram maior incidência de Alzheimer em pessoas que usavam tais remédios anos depois. Os especialistas apontam o fenômeno da causalidade reversa: a pessoa pode buscar o medicamento por já apresentar sintomas de declínio neurodegenerativo, e não porque o remédio iniciou a doença.

A análise de mais de setecentos e vinte mil participantes revelou uma associação entre o uso e o risco de Alzheimer, mas a variação dos dados entre os estudos impediu a afirmação de relação causal. É fato que o uso contínuo desses medicamentos prejudica memória, atenção e velocidade de processamento, riscos que já são bem estabelecidos em diretrizes de saúde.

O tratamento do sono é fundamental, pois durante o descanso o cérebro elimina metabólitos diários. A recomendação médica é usar esses fármacos na menor dose eficaz e pelo menor tempo possível, sempre reavaliando a necessidade com um profissional de saúde.

TAGGED:AlzheimerAnsiedadebenzenodiazepínicoscogniçãosaúde mentalSono
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