O senador Flávio Bolsonaro (PL) atribuiu aos partidos políticos a responsabilidade pela não concretização de uma vice mulher em sua candidatura. Ele afirmou que, apesar de ter mantido a preferência por uma candidata feminina, os líderes partidários não autorizaram as alianças, levando à escolha de Alfredo Gaspar.
Bolsonaro declarou ao podcast Market Makers que todos os quadros dos partidos vieram à campanha, mas que os “caciques” impediram a formação de alianças. O objetivo da busca pela vice era duplo: incluir uma mulher na chapa para dialogar com o eleitorado feminino e atrair uma nova legenda para aumentar o tempo de propaganda eleitoral e a capilaridade da candidatura.
A primeira opção foi a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que manifestou disposição, mas a direção do PP decidiu manter a neutralidade na disputa presidencial. Posteriormente, a economista Daniella Marques, filiada ao Republicanos, também aceitou a possibilidade, mas o partido resistiu a formalizar a adesão à candidatura do PL. O senador Rogério Marinho (PL-RN) reconheceu que União Progressista e Republicanos foram alvos das negociações.
Diante dos impasses, a campanha buscou uma solução interna no PL. Flávio Bolsonaro mencionou que nomes como Michelle, Júlia Zanatta e Bia Kicis estavam comprometidos com outros projetos eleitorais. Assim, a candidatura de Alfredo Gaspar, descrito como alguém com “requisitos extraordinários”, foi definida.

