O cavalo Caramelo, figura pública e símbolo da enchente que atingiu o Rio Grande do Sul em 2024, pode ter um novo papel: o de pai. A Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), onde o animal vive desde o resgate, avalia possíveis parceiras para o garanhão.
A diretora do Hospital Veterinário da instituição, Laura Cezimbra, informou que a escolha da égua considera, principalmente, a compatibilidade de porte físico entre os animais. Caramelo, que ficou ilhado por quatro dias no telhado de uma casa em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, durante a catástrofe, está plenamente saudável, segundo Cezimbra.
A ideia de permitir que o cavalo tenha um filhote surgiu do forte vínculo afetivo que o público desenvolveu com sua trajetória. Embora não possa conviver livremente em grupo por ser um garanhão, ele demonstra interesse por fêmeas no campus da Ulbra. A iniciativa, contudo, não visa à preservação genética, mas sim ao significado que o animal representa para a comunidade.
Com cerca de 11 anos, Caramelo vive no campus da Ulbra e recebeu um piquete exclusivo de 250 metros quadrados. O resgate do animal, ocorrido há dois anos, mobilizou a população e as forças de segurança, consolidando o cavalo crioulo como patrimônio cultural do Rio Grande do Sul.

