O senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou, durante evento online, que sua equipe recebeu e-mails do partido Missão, que apoia Renan Santos, mas os classificou como spam. A situação ocorreu após a contestação de sua filiação, que impediu o registro de sua candidatura.
Segundo o político, chegaram mensagens automáticas do Missão ao e-mail do Senado. Os assessores da campanha, afirmou Bolsonaro, não reconheceram o conteúdo. Ele exibiu e-mails impressos na transmissão, que continham cobranças de pagamento, além de alegarem fraude em sua filiação partidária.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu na tarde desta quinta-feira a favor do senador. A Justiça Eleitoral determinou o restabelecimento imediato do vínculo de Bolsonaro com o PL. A decisão estabeleceu que a filiação ao PL deve ser considerada desde 30 de novembro de 2021.
A disputa de filiação surgiu quando membros da campanha tentaram registrar o candidato no TSE. O sistema da Justiça Eleitoral indicava que o senador havia deixado o PL em 12 de agosto e ingressado no Missão na mesma data. Com isso, a filiação ao PL foi automaticamente cancelada, barrando o processamento do registro.


