A advogada Beatriz Azevedo, reconhecida pela Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) como Land Hero, defende maior integração dos jovens nas decisões da COP17. A conferência ocorre em Ulaanbaatar, Mongólia, e discute a restauração da terra e os desafios climáticos.
A especialista cearense, que também é presidente da Comissão de Direito Ambiental da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e fundadora da ABA Climate Solutions, avalia que a participação juvenil avançou desde a primeira COP de Desertificação em 2013. No entanto, ela aponta que a contribuição dos jovens precisa ser incorporada nas decisões finais tomadas pelos países.
A COP17, que acontece de dezessete a vinte e oito de agosto, reúne representantes de cento e noventa e sete nações. Segundo Azevedo, enquanto a atenção internacional foca na Amazônia nas COPs do Clima, este evento permite dar visibilidade à Caatinga e ao Semiárido brasileiro.
A advogada destaca a necessidade de decisões que unam sustentabilidade econômica, ambiental e social. Ela afirma que não se pode exigir conservação sem oferecer meios de subsistência para quem cuida do território, defendendo o financiamento justo para comunidades rurais.
Apesar do engajamento, Azevedo menciona que há pouca estrutura e financiamento dedicados ao ativismo jovem. Ela foca seu trabalho atual na conexão de financiadores a iniciativas de restauração, visando superar o gargalo de recursos para projetos locais.

