O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, decidiu renunciar ao cargo para trabalhar na iniciativa privada. A decisão foi comunicada ao presidente do tribunal, Vital do Rêgo Filho, e deve ser tornada pública nos próximos dias, antecipando a aposentadoria compulsória que ocorreria apenas em 2053.
Dantas mantém conversas com três empresas para definir seu novo destino profissional. Entre as opções estão um escritório de advocacia com atuação no Brasil e nos Estados Unidos, além da Avibras, companhia da indústria de defesa adquirida pelo grupo J&F.
A vacância repercutiu no Congresso Nacional, órgão responsável por indicar parte dos ministros da Corte. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manifestou interesse em indicar o senador Rodrigo Pacheco para ocupar a vaga.
Pacheco havia sido o nome preferido de Alcolumbre para o Supremo Tribunal Federal (STF), mas foi preterido pelo presidente Luiz Inácio Lula. O senador já anunciou que deixará a política e não disputará cargos eletivos este ano.
Integrantes do TCU informaram que, se a renúncia for oficializada até a próxima semana, o Senado poderá votar a nova indicação durante o esforço concentrado, previsto para o período de 31 de agosto a 4 de setembro. Caso o prazo não seja cumprido, a votação ocorrerá somente após as eleições.

