As esperanças de encontrar mais sobreviventes do forte terremoto que atingiu a Colômbia no início da semana diminuíram na quinta-feira. As equipes de resgate restringiram as buscas, e em Cali, a terceira maior cidade, o foco passou a ser a remoção de escombros.
O terremoto, de magnitude 7,4, ocorreu na segunda-feira pouco depois das sete horas e trinta minutos, horário local. O evento derrubou prédios de apartamentos e danificou casas, escolas e hospitais em toda a região oeste do país, onde se localizam as fazendas de café. Autoridades informaram na tarde de quarta-feira que pelo menos 265 pessoas morreram e cerca de 500 permanecem desaparecidas.
Na cidade de Pereira, uma área cafeeira atingida, um morador relatou ter viajado mais de dez horas desde Bogotá após receber uma ligação sobre sua mãe, que estava sob os escombros. Ele disse que ela foi resgatada seis horas após o tremor, mas morreu no trajeto para o hospital.
Autoridades colombianas registraram mais de 150 réplicas desde o sismo principal, o que intensifica o risco para os socorristas. O presidente Abelardo De La Espriella anunciou na quarta-feira que declararia emergência econômica e criaria um fundo de reconstrução para apoiar a infraestrutura danificada.
O governo colombiano também respondeu a críticas sobre a ajuda externa, afirmando que aceitará apenas equipes internacionais de busca e resgate que sigam padrões de certificação reconhecidos.


