O terremoto de magnitude 7,4 atingiu o oeste da Colômbia na última segunda-feira, resultando em 273 mortes, mais de 3.800 feridos e 377 desaparecidos, segundo a unidade de atendimento a desastres. As chances de encontrar sobreviventes diminuem após as primeiras 72 horas, enquanto milhares de pessoas vivem em acampamentos precários.
Máquinas pesadas começaram a remover escombros em áreas afetadas, pois a possibilidade de encontrar pessoas vivas se torna remota. Quase treze mil moradias foram destruídas, forçando famílias inteiras a se abrigarem em locais improvisados. Em Cali, por exemplo, parques e ruas viraram acampamentos temporários.
O presidente Abelardo de la Espriella decretou emergência econômica e anunciou a criação de um fundo com auxílio internacional. Contudo, o país aceitou socorristas apenas de quatro nações: Estados Unidos, El Salvador, Equador e Israel. O chanceler Omar Bula afirmou que o recebimento de ajuda não teve consideração ideológica.
Apesar da dificuldade, a solidariedade tem sido um fator de apoio. Milhares de pessoas chegam aos bairros afetados com água, comida e medicamentos. Um músico de Cali, de 46 anos, ofereceu sua energia aos moradores, que vivenciam um trauma coletivo.
O terremoto, cujo epicentro foi perto de San José del Palmar, no Chocó, região pobre, levou à destruição de cemitérios em um povoado próximo a Cali. As autoridades pediram às guerrilhas locais que permitam a entrada de suprimentos e equipes governamentais.


