O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, defendeu nesta quinta-feira (27) a formação de parcerias com países estrangeiros para desenvolver tecnologia de processamento de minerais críticos. O político argumenta que a medida é necessária para que o Brasil deixe de exportar matéria-prima em estado bruto.
Caiado informou que firmou memorandos com Estados Unidos e Japão durante sua gestão em Goiás para atrair empresas e tecnologia. Ele explicou que editou um decreto e criou a Autoridade de Minerais Críticos do Estado de Goiás para estabelecer que a matéria-prima não seja retirada do estado sem que haja processamento local.
O candidato afirmou que a estratégia busca aumentar o valor comercial dos minerais. Segundo ele, um material que custa cerca de US$ 70 por quilo na forma bruta pode passar a valer entre US$ 1.000 e US$ 5.000 após o processamento tecnológico.
Caiado criticou o modelo econômico brasileiro, citando que o país exporta minério de ferro e nióbio para a China e compra produtos industrializados feitos com esses materiais. Ele mencionou que o Brasil possui quase 100% do nióbio mundial, mas não desenvolveu tecnologia para transformá-lo em itens de maior valor, como semicondutores, baterias ou turbinas eólicas.
Questionado sobre a soberania nacional, o político declarou que a autorização para exploração mineral é competência da União e que não desrespeitou tal atribuição. Ele citou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Development Finance Corporation (DFC), dos Estados Unidos, investiram na mesma mina mencionada em sua fala.
O ex-governador citou o Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA), em Goiás, como exemplo de sucesso tecnológico desde 2019. Caiado afirmou que pretende aplicar essa estratégia de agregação de valor aos minerais em todo o país caso seja eleito presidente.

