O candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou nesta quinta-feira (27) que o Partido dos Trabalhadores (PT) entregou a soberania brasileira ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho. Em entrevista, ele argumentou que as facções criminosas detêm hoje mais poder sobre o território nacional do que o próprio Estado.
Caiado relatou ter visitado, na quarta-feira (26), os complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. Segundo o candidato, os moradores dessas regiões estão submetidos a regras impostas pelo crime organizado, e não pelo poder público. Ele afirmou que, nesses locais, o Estado não existe e quem dita as regras é a criminalidade.
Para enfrentar o cenário, o político defendeu a criação de uma política nacional de apoio aos governos estaduais. Ele informou que o governo federal deve ampliar os investimentos em tecnologia, com a implementação de sistemas de informação e satélites para as forças de segurança.
A discussão sobre segurança ocorreu após questionamentos sobre acordos firmados por Caiado com Estados Unidos e Japão para atrair tecnologia de processamento de minerais críticos em Goiás. O candidato negou que os memorandos comprometam a soberania nacional, explicando que a autorização para exploração mineral é competência da União.
Caiado argumentou que a intenção das parcerias é evitar a exportação de minerais em forma bruta, trazendo inteligência estrangeira para processar os recursos dentro do estado goiano.
O candidato citou a gestão em Goiás como exemplo no uso de tecnologia policial. Ele afirmou ter integrado inteligência artificial à operação das tropas por meio de uma plataforma chamada IA de Combate ao Crime, desenvolvida no próprio estado.

