O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou nesta sexta-feira (7) que anistiará pessoas condenadas pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, caso eleito. O político também propôs a criação de uma polícia unificada da América do Sul e a revisão da reforma tributária.
Caiado declarou que a anistia é “uma medida que tem o sentido de pacificar o país”, argumentando que a discussão gera desgaste. Ele comparou o tema com a situação do ex-presidente Lula, cuja anulação de condenações pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021 permitiu seu retorno à disputa presidencial.
Em relação à política externa, o candidato respondeu a questionamentos sobre tarifas dos Estados Unidos. Caiado disse que retaliar os americanos prejudicaria exportações e investimentos, e que buscaria diálogo, citando as reservas brasileiras de terras raras pesadas como ativo estratégico do país.
Sobre a negociação de recursos, ele negou a entrega de bens estratégicos, afirmando que a proposta seria desenvolver no Brasil a tecnologia para agregar valor ao minério. Caiado também declarou que o sistema de pagamentos PIX não entraria na pauta de negociação com os EUA, classificando-o como “criação brasileira”.

