Um cortejo do Afoxé Filhos de Gandhi iniciou a cerimônia de entrega do Edifício Docas André Rebouças, prédio do Império, que será museu do Cais do Valongo, local de chegada de africanos escravizados no Brasil.
O galpão, situado em frente ao sítio arqueológico do Cais do Valongo, na região portuária do Rio de Janeiro, foi construído em mil oitocentos e onze. O sítio reúne vestígios da chegada de cerca de um milhão de africanos escravizados às Américas, conforme o histórico do local.
Deyvesson Gusmão, presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), afirmou que o novo centro servirá como acolhimento aos visitantes. O espaço permitirá acesso ao acervo de cerca de um milhão de itens encontrados no Valongo e áreas vizinhas, conhecidas como Pequena África.
A transformação do prédio imperial em Centro de Interpretação da Herança Africana do Cais do Valongo tem um orçamento de R$ 77 milhões, com recursos da União. A previsão de duração das obras de adaptação é de três anos. O local também abrigará o Laboratório Aberto de Arqueologia Urbana e o Memorial André Rebouças.
João Jorge Santos Rodrigues, presidente da Fundação Cultural Palmares, informou que o acervo do novo centro deve ser composto por mais de um milhão de peças. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, declarou que o centro representa uma reparação após séculos de escravidão.


