Um estudo publicado na revista The Lancet Planetary Health aponta que o calor sofocante se tornará mais comum e generalizado, representando risco para a saúde, especialmente de pessoas com mais de sessenta anos.
O aumento da temperatura global impõe consequências diretas à saúde humana. Idosos, por exemplo, apresentam maior dificuldade em regular a temperatura interna do organismo, o que os torna mais vulneráveis a condições climáticas extremas.
A investigação aprofundou os limites de tolerância humana ao calor e concluiu que o perigo se manifestará antes do previsto. Com um aquecimento de 1,5 graus, estima-se que vinte e dois por cento dos adultos mais velhos do mundo precisarão suportar calor perigoso por pelo menos um mês anualmente.
Os pesquisadores alertam que a frequência e a intensidade das ondas de calor exigem atenção sanitária. A dificuldade de termorregulação em faixas etárias mais avançadas eleva a exposição a riscos antes do esperado, segundo o estudo.


