A Câmara Municipal de Goiânia aprovou, em segunda votação, o projeto de lei que cria a Política Municipal de Atenção Integral à Saúde das Mulheres com Lipedema. A proposta visa preparar a rede de saúde para informar, identificar e acompanhar pacientes com a condição que afeta cerca de 93 mil mulheres na capital.
O lipedema é uma condição crônica que gera acúmulo anormal de gordura, geralmente nas pernas, causando dor, inchaço e hematomas. Um estudo brasileiro, publicado em 2022, avaliou duzentas e cinquenta e três mulheres e detectou sintomas compatíveis com a doença em 12,3%. Essa proporção, aplicada à população feminina de Goiânia, projeta o número de cerca de 93 mil casos.
O projeto de lei estabelece diretrizes para o acolhimento humanizado e o tratamento multiprofissional. A vereadora Aava Santiago afirmou que o objetivo é garantir que mulheres que sofrem com a condição tenham acesso à investigação de seus sintomas, pois muitas vezes são orientadas apenas a emagrecer.
A identificação da doença é complexa, visto que seus sinais podem se confundir com obesidade ou outras condições. Por isso, a proposta busca ampliar a preparação dos profissionais de saúde. A vereadora também mencionou planos de discutir com a Universidade Federal de Goiás a realização de um diagnóstico mais amplo sobre doenças que afetam predominantemente mulheres.
O projeto segue para sanção do prefeito Sandro Mabel. Caso aprovado, a política orientará ações municipais focadas na prevenção e no acompanhamento das pacientes, mesmo com recursos já disponíveis pelo Sistema Único de Saúde.


