Lideranças de caminhoneiros autônomos discutem uma paralisação nacional para pressionar o Senado a votar a Medida Provisória 1.343/2026, que busca ampliar a fiscalização do piso mínimo do frete. A ameaça surge após o risco de a MP perder a validade no dia 16, e a proposta ainda não ter sido incluída na pauta de votação.
A MP 1.343/2026, enviada pelo governo ao Congresso em março, visa aumentar os mecanismos de punição para empresas que descumprirem o valor mínimo do frete. Entidades da categoria, como o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos da Baixada Santista, avaliam convocar assembleias, com possível início do movimento na segunda-feira, 13, caso a matéria permaneça sem votação.
As lideranças intensificaram a pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, exigindo que ele não deixe a MP caducar. Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores, afirmou que a não votação poderia gerar uma greve nacional em nome do presidente. Representantes do setor agropecuário e da indústria se opõem à medida, alegando que ela pode elevar os custos de transporte.
O texto original prevê o cancelamento automático do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) em casos de pagamento abaixo do piso e a suspensão do Registro Nacional do Transportador Rodoviário de Cargas (RNTRC) de empresas infratoras. O relator da matéria, deputado Zé Trovão, promoveu mudanças, reduzindo a multa máxima de R$ 10 milhões para R$ 1 milhão e flexibilizando os critérios de suspensão do RNTRC.


