A campanha de Flávio Bolsonaro enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um relatório de segurança. O documento mapeou dois mil, quatrocentos e sessenta e três conteúdos considerados de risco contra o candidato à Presidência em dez dias. O levantamento abrange o período de cinco a catorze de agosto.
O relatório detalha que o núcleo de segurança da campanha detectou um aumento de situações de risco pessoal desde o início da candidatura. O documento classificou 898 registros como ameaças explícitas à vida ou integridade física do senador, além de outros 141 casos com referências a ataques.
A análise dos conteúdos revelou que 36,5% eram ameaças explícitas. Outros 29,3%, ou 721 registros, foram classificados como incitação à violência. A campanha solicitou ao presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que adote as providências cabíveis diante do que considera uma “escalada violenta” na disputa.
O documento também destacou episódios de preocupação durante a passagem do senador por Juiz de Fora, Minas Gerais. Foram documentadas manifestações no Facebook e no X com referências ao atentado de 2018. A Polícia Legislativa do Senado investigou o caso, resultando na condução e em uma medida cautelar contra o indivíduo.
A equipe de monitoramento também relacionou o aumento da hostilidade a declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O relatório cita duas ocasiões em que o presidente utilizou a expressão “antigamente traidor era enforcado”, que a campanha interpreta como um estímulo a grupos radicalizados.


